Contas do Governo: Política de Combustíveis e Biodiesel

O parecer prévio das Contas do Governo de 2012 emitido pelo Tribunal de Contas da União (TCU) analisou a política nacional de combustíveis e a viabilidade do biodiesel como fonte alternativa de energia. Importação e exportação de petróleo, autossuficiência, política de preços da Petrobras e situação do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB) foram mais alguns pontos traçados pelo tribunal para observar as tendências atuais da infraestrutura de energia.

O TCU verificou que a exportação de barris de petróleo apresentou queda de 13% de 2010 a 2012. Ao analisar a afirmação de que o Brasil era autossuficiente na produção de petróleo, o tribunal aponta a necessidade de considerar que os petróleos empregados nas refinarias são formados por misturas de óleos importados e nacionais. Em média, as misturas no Brasil apresentam 20% de petróleo importado. Segundo o relator das contas do governo de 2012, ministro José Jorge, “O crescimento acentuado do consumo de gasolina nos últimos anos fez o país sair da situação de exportador de gasolina para a de importador, com forte dependência de gasolina externa”, afirma.

O tribunal evidenciou ainda que, enquanto houve um aumento considerável no consumo de combustíveis de 2010 a 2012, o Brasil apresenta taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) aquém do crescimento dessa demanda. “Isso considerando que esse aumento do consumo serve de termômetro da situação econômica”, comenta José Jorge.

Em relação à Petrobras, o TCU observou que a empresa continuará a ter prejuízos até que haja mudanças no cenário atual, qual seja: demanda crescente por derivados, incapacidade de curto prazo de se aumentar a oferta com aumento da capacidade de refino, importação de derivados a preços mais elevados do que os praticados no mercado interno, entre outros. O trabalho do TCU verificou também expansão nos investimentos necessários para o aumento de produção nos campos de pré-sal e pós-sal.

Já sobre o biodiesel, combustível biodegradável derivado de fontes renováveis, o PNPB foi criado com o objetivo de implementar, de forma técnica e economicamente sustentável, a produção e o uso desse combustível. Inclusão social e desenvolvimento regional foram apontados como focos do programa.

O Plano Plurianual (PPA) 2012-2015 estabeleceu como objetivo para o programa de biodiesel a ampliação e qualificação da participação da agricultura familiar na cadeia produtiva de biodiesel, além da organização em cooperativas para comercialização do biodiesel.

O tribunal verificou estimativas de que, em 2012, mais de 97 mil famílias foram beneficiadas pelo programa de biodiesel, o que equivale a 78% da meta estabelecida pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário. Apesar disso, para o ministro José Jorge, “A avaliação do Selo Combustível Social apontou que os resultados desta inclusão nas regiões mais carentes do Norte e Nordeste são menores, dada a baixa organização de cooperativas nestas regiões e em razão dos maiores custos das matérias-primas alternativas, como soja e matéria-prima bovina. Isso mostra que a utilização do selo não está sendo suficiente para inclusão social, como era previsto”, afirma.

A partir do cenário identificado, o TCU propôs ao Ministério do Desenvolvimento Agrário que elabore uma peça de planejamento formal contendo as metas de inclusão social do PNPB, com detalhamento das metas em conformidade com as informações extraídas do Selo Combustível Social, certificado concedido pelo ministério que monitora o andamento da inclusão familiar, e que realize estudos que visem a mudanças nas diretrizes e políticas públicas do PNPB.

O relatório e o parecer prévio serão encaminhados ao Congresso Nacional, que realiza o julgamento político. O TCU vai monitorar o cumprimento das recomendações e sugestões pelos órgãos e entidades fiscalizados.

Serviço:

Para ler a íntegra da decisão, clique aqui
Processo: 006.617/2013-1
Acórdão: 1274/2013-TCU-Plenário
Sessão: 29/5/2013
Secom – LV
Tel.: (61) 3316-5060
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Contas do Governo: Política de Combustíveis e Biodiesel

Contas do Governo: Energia – Programa Luz para Todos

O parecer prévio das Contas do Governo do exercício de 2012, emitido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), apresentou análise da infraestrutura energética no âmbito do Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Energia Elétrica – Programa Luz para Todos (LPT). A partir do programa, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), quase três milhões de ligações foram concluídas de 2004 até o final de 2012, com custo total de R$ 11,8 bilhões. Entretanto, a quantidade de instalações elétricas entregues em 2012 só foi superior ao resultado de 2004.

O TCU verificou que, enquanto em 2011 foram executados 106% da meta, em 2012 houve uma queda desse índice para 55%. O baixo desempenho de 2012 teve como principal causa, segundo a coordenação do programa, a entrada em recuperação judicial da empresa Celpa, que culminou na intervenção da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nas demais empresas do grupo Rede e na paralisação da análise dos contratos desse grupo.

Diante desta situação, o TCU ressalta a importância do ministério e da Aneel monitorarem e avaliarem sistematicamente a execução do programa, para que eventuais ajustes que não apenas prorrogações de prazo possam ser tempestivamente efetivados para o alcance da universalização. De acordo com resolução da Aneel, a meta é que até 2015 todos os lares do Brasil devem ter energia elétrica.

O Programa Luz para Todos articula-se com o Plano Brasil sem Miséria por meio da verificação de quantas famílias nessas condições já foram atendidas com instalações elétricas do LPT. Da meta de 257 mil famílias a serem contempladas de 2011 a 2014, metade já foi atendida.

O relator das contas de 2012 é o ministro José Jorge e o tema de destaque é o Crescimento Inclusivo. O relatório e o parecer prévio serão encaminhados ao Congresso Nacional, que realiza o julgamento político. O TCU vai monitorar o cumprimento das recomendações e sugestões pelos órgãos e entidades fiscalizados.

Serviço:

Leia a íntegra da decisão, clique aqui:
Processo: 006.617/2013-1
Acórdão: 1274/2013-TCU-Plenário
Sessão: 29/5/2013
Secom – LV
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TCU apura irregularidades na recuperação de escolas atingidas pelas chuvas na região serrana do Rio de Janeiro

O Tribunal de Contas da União (TCU) vai apurar, por meio de tomada de contas especial, irregularidades identificadas em auditoria de acompanhamento para verificar o emprego de recursos federais transferidos ao Governo do Estado do Rio de Janeiro pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A transferência teve como objetivo a recuperação da rede escolar pública estadual e municipal afetada pela catástrofe climática na região serrana do estado em janeiro de 2011. A tomada de contas especial é um procedimento utilizado pelo TCU para apurar a responsabilidade por ocorrência de dano à administração pública federal e buscar a obtenção do respectivo ressarcimento.

O Fundo transferiu R$ 74 milhões para a Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro (Seduc/RJ). Desse valor, a secretaria descentralizou R$ 23,6 milhões para a Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop), que executou R$ 12,7 milhões com obras emergenciais em 77 escolas.

O tribunal visitou 19 escolas, onde foram aplicados 62% dos recursos gastos, e verificou irregularidades em 14 destas instituições, envolvendo obras executadas por nove empresas. O recebimento dos serviços era assinado por três servidores da Emop e envolveu 11 responsáveis.

Na escola Dr. Galdino, por exemplo, foram constatadas evidências de sobrepreço no valor pago à contratada pela elaboração do projeto estrutural. O tribunal observou que, embora houvesse evidência de alguns serviços executados, a escola permanecia interditada por problemas estruturais, com diversas rachaduras no prédio e serviços incompletos. A escola funcionava precariamente em outro prédio.

Já na Escola Estadual de Araras, o TCU não identificou evidências que justificassem os pagamentos para as supostas obras emergenciais. Além de quantitativos incompatíveis com as dimensões da escola, foram pagos, por exemplo, serviços na quadra de esporte que não havia sido construída à época da enchente.

De acordo com a ministra Ana Arraes, relatora do processo, caso seja confirmado que a Emop realizou a supervisão do trabalho de fiscalização, o responsável pela diretoria de obras da referida empresa deve ser citado não só pelo atesto de serviços não executados, mas também, na qualidade de diretor de obras, pelas falhas de supervisão e de fiscalização que contribuíram para o pagamento de serviços não executados.

O TCU decidiu pela formação de oito novos processos, agrupando, em cada um, as ocorrências que foram atribuídas ao mesmo conjunto de responsáveis da Emop. “É importante que, em todos esses processos, seja feita referência às demais tomadas de contas especiais autuadas, de modo a possibilitar uma visão conjunta das irregularidades e permitir a identificação do débito total imputado a cada responsável”, concluiu a ministra.

Serviço:
Processo: TC 000.438/2012-0
Acórdão:1104/2013-Plenário
Sessão: 8/5/13
Secom – LV
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TCU se reúne com Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado

Representantes do Tribunal de Contas da União (TCU) se reuniram com o senador Zeze Perrela (PDT/MG), presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT/SF), na última quarta-feira no Senado.

A secretária da SecexDesenvolvimento do TCU, Ana Paula Silva da Silva, o secretário da Sefti, Marcelo Eira, e o diretor Wesley Vaz (Sefti) apresentaram as principais fiscalizações de interesse da comissão desenvolvidas pelo tribunal.

No setor de tecnologia da informação, foram apresentados os resultados de alguns trabalhos realizados sobre governança e qualidade dos serviços. No desenvolvimento econômico, a secretária Ana Paula comentou sobre o controle e fiscalização de recursos por meio de desoneração fiscal, renúncia de receitas e levantamentos de risco sobre as áreas críticas dos ministérios relacionados à secretaria.

Ao final, os representantes do TCU se colocaram à disposição para melhor detalhamento dos trabalhos. O senador Zeze Perrela ressaltou a importância do tribunal para a melhoria dos trabalhos legislativos no Senado e disse que em breve convidará os dirigentes do TCU para reuniões e audiências públicas.

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