II Webinar de Gestão de Riscos com COSO realizado, acesse o material

II Webinar de Gestão de Riscos com COSO realizado, acesse o material

200160729-003Acabamos de realizar o 2o. Webinar sobre Gestão de Riscos Corporativos com COSO, o material da apresentação está no link abaixo e a tarde iremos liberar a gravação da palestra. Este material já teve 8800 visualizações no slideshare, ou seja, um tema ‘quente’ para as organizações… acesse: http://www.slideshare.net/companyweb/webinar-gerenciamento-de-riscos-corporativo-segundo-coso

[slideshare id=10559175&doc=15dez11-coso-gestaoriscos-v1-00-111212060320-phpapp02]

Termos de compromisso: tá barato pra caramba (respingos de 2012…)

Saudades do diretor Eli Loria e seus votos firmes e certeiros. Eis um trecho do julgamento do processo sancionador CVM nº 37/00, onde o sereno diretor vota contra a aceitação de um termo de compromisso, daqueles vergonhosos, nos seguintes termos: “… Esses tipos descrevem condutas que, a meu ver, são extremamente graves, o que, aliado aos elementos constantes dos autos e que sustentaram a acusação, tornam mister o julgamento do presente caso, devendo ser indeferido o pedido de celebração de termo de compromisso. É o meu Voto.”

De forma simples e direta o nobre diretor expressava o que está na Lei e o desejo de todo cidadão probo/decente: infrações graves devem ser julgadas. Nada de empurrar processo para debaixo de pesados tapetes, de lavar sujeirada com dinheiro: a sociedade brasileira já deu sinais que está de saco cheio desse tipo de malandragem da turma de colarinho branco, onde delitos são cometidos e não são declarados julgados (sem culpados e nem inocentes), tudo isso orquestrado pela ardilosa atuação de hábeis advogados regiamente remunerados por ricos infratores.

E janeiro de 2013 nos surpreende com a divulgação de 3 julgamentos de asquerosas propostas para engavetar acusações graves ao apagar das luzes de 2012. E o pior é que todas foram aceitas.

O que dizer de um banco que cobra 6,5% (!!!) de taxa de administração dos clientes de um fundo de investimento, desses comuns – um referenciado DI: usurpação, é a única palavra que me vem à mente. Ronaldo, o especialista das leis e regras, agentes de uma mesma instituição financeira que atuam em conjunto formam uma quadrilha ou organização criminosa? Será que os chefões do bancão que se diz ecologicamente correto estavam tirando uma “siesta” e não sabiam de nada? Multas, inabilitações, ressarcimento aos prejudicados? Nada que um terminho de compromisso de R$ 500 mil não resolva, junto com uma bem escrita carta para os clientes otários, carta que deveria começar assim: Foi mal, mas temos que admitir que metemos a mão no bolso de vocês. E terminar assim: “Saludos”.

2º “causo” cabeludo: o que pensar de gestores de um fundo de private equity que (i) não envidaram esforços no sentido de defender os direitos dos cotistas, (ii) faltaram com a obrigação de serem diligentes, em infração ao disposto no inciso IV do art. 57 da Instrução CVM 302/99 (considerada infração grave nos termos do art. 103 desta mesma norma) e (iii) descumpriram o regulamento do fundo, em infração ao disposto no inciso XIII do art. 57 da Instrução CVM 302/99 (considerada infração grave consoante o art. 103 dessa instrução) e mais, deixaram de informar aos cotistas a celebração de um aditivo de Acordo de Acionistas em empresa investida, informação que poderia influenciar na decisão dos cotistas de permanecerem no fundo (infração ao art. 62 da Instrução CVM 302/99, considerada infração grave pelo art. 103 dessa norma) – está tudo no site, ou seja, zero de criatividade poética? Multa, inabilitação? Nada disso, mas contabiliza aí umas 900 mil moedinhas de R$ 1,00 no caixa de BSB. Não é de se estranhar que o site dessa instituição não divulgue os nomes dos gestores, analistas, etc.; é bem diferente de outras gestoras, que fazem questão de listar todos os MBAs, CFAs, CPAs de suas equipes. E a tão propagada autorregulação, com seus britânicos comitês de ética do Itaim Bibi e redondezas?

Por fim, o controlador que usou várias operações societárias criativas para deixar o caixa da empresa seco que nem o deserto da Atacama, mandando dinheiro para paraísos fiscais (reais que foram tomar banho de sol nas Bahamas e regar tulipas nos Países Baixos)? Multa, inabilitação? Nada disso, mas entrou R$ 5 MILHÕES no cofre de BSB (o dono da chave e da cuia deve ter gostado muito do tilintar das moedinhas no cofre).

Tá parecendo música de Tim Maia: vale tudo, desde que você tenha um bom advogado (o empresário goiano e o banqueiro baiano podem recomendar vários nomes) e dinheiro na conta para propor um termo de compromisso em valor que possa ser considerado pelo regulador suficiente para desestimular a prática de condutas assemelhadas (êta coisa subjetiva), caso seja descoberto. E isso independe da gravidade da infração/crime.

Para reflexão: como o mercado é bom de precificação desconfio que os valores pagos até hoje nos famigerados termos de compromisso para infrações graves não foram entendidos como suficientes para desestimular a prática de condutas assemelhadas; caso contrário não surgiriam tantos novos atentados contra as regras em vigor.

Parodiando o vendedor de aparelho de ar condicionado nas Casas Bahia o humilde blogueiro alvinegro conclui: aproveita, tá barato pra caramba !!!

Abraços a todos e uma boa semana,

Renato Chaves

Source:  

Termos de compromisso: tá barato pra caramba (respingos de 2012…)

Água para Processos

Nossa vida e a relação com esses dois elementos.

1- Adaptação

A água pode assumir as mais variadas formas, se ajustando e contornando obstáculos em direção ao seu destino (objetivo).

Processos inteligentes deveriam possuir esta mesma característica. Deveriam ter seu objetivo claramente definido, possuir fluxo de valor, desvios e eventos para tratamentos de exceção – sempre se valendo de regras dinâmicas e atualizadas para saber qual o correto caminho a seguir e entregar o que realmente possui valor.

2- Combate

A água pode ser utilizada para combater / extinguir variados tipos de incêndios.

Processos inteligentes deveriam ser capazes de combater e até eliminar os “incêndios organizacionais”.

Esses incêndios diários, normalmente, são produzidos de forma espontânea.

Nos incêndios organizacionais temos os mais variados combustíveis; trabalho mal definido, serviços sem definição de valor, qualidade subdimensionada, relacionamento desvalorizado. Esses combustíveis, associados aos comburentes; má vontade, mal uso da tecnologia e desconhecimento da realidade e capacidade de processos, e reagindo com uma poderosa fonte de calor extremo – chamada de “resultado ruim”, normalmente entram em combustão e o incêndio se alastra.

Hoje, em boa parte das vezes, a brigada de combate ao incêndio organizacional é formada por pessoas – conhecidas também como Heróis corporativos ou apenas, pessoas que “vestem a camisa”. É fácil reconhecer um membro desta brigada. Ele é visto com regularidade trabalhando após o expediente.

3- Vida

Água é vida.

Assim como a água é capaz de levar vida para regiões áridas e permitir a existência do ser humano, processos inteligentes devem ser capazes de prover melhores serviços públicos, melhor infraestrutura e, principalmente, melhor qualidade de vida para as pessoas.

Processos inteligentes são processos que foram bem analisados, medidos, melhorados e geridos. São processos capazes até de mudar o destino de populações inteiras.

Com processos inteligentes é possível, dentre muitas outras coisas, gerar mais emprego, fornecer um melhor ensino, dar dignidade social, prover uma saúde pública adequada e preventiva, além de fornecer atendimento médico de qualidade quando necessário – nada parecido com discordar de escala de plantão e deixar pacientes na emergência sem atendimento.

Se pensar bem, poderia arriscar e dizer: Processo é Vida.

4- Morte

Quando o ser humano é submerso em grande quantidade de água, e por muito tempo, seu corpo não resiste e sucumbe. Ele se afoga.

Processos burros, que não são nada além de burocracia, desperdício, trabalhos mal feitos, morosidade e incapacidade, têm a mesma facilidade que a água para promover afogamentos.

São regiões inteiras, países até, que diariamente acordam submersos – inundados por uma quantidade absurda de processos ruins e desnecessários, promovendo assim, um enorme afogamento do desenvolvimento social.

Não há pessoa que não canse de nadar na tentativa de se manter na superfície e evitar um afogamento.

Não há cidadão que não se canse de lutar contra serviços públicos ruins para se manter vivo.

Não há empresário que não se canse de lutar contra a burocracia administrativa e os “super impostos” gerados por desperdícios, corrupção e mal uso do dinheiro público.

Se não agirmos agora, eles se afogarão.

Lembre-se:

“Nós”… Somos eles.


* Este texto faz parte do “Manifesto” existente no 3º livro de Gart Capote – “Medição de Valor de Processos para BPM”, 2013

Visit link: 

Água para Processos

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Desenhar o Processo IVA

Em um

post anterior

eu rascunhei o processo da

Inspeção Veicular Ambiental

:

  1. O dono do carro paga a taxa da inspeção.
  2. O dono do carro seleciona um posto de inspeção e agenda-a.
  3. O dono do carro leva o carro até o posto de inspeção na data marcada.
  4. O inspetor examina o carro.
  5. Se houver irregularidades, o carro é reprovado e um laudo, que inclui as prováveis causas) é emitido e entregue ao dono do carro. O dono tem 30 dias para efetuar os reparos e trazer o veículo para re-inspeção.
  6. Se não houver irregularidades, o carro é aprovado e um selo é colado no para-brisa do veículo.

Agora eu vou transformar isso em um fluxo de trabalho usando a notação BPMN, v2., com o Bonita 5.9 que eu instalei no último post.

Business Process Model & Notation

Grosso modo,

BPMN

é a

linguagem

usada para desenhar fluxos de trabalhos (ou

workflows

.)

Muitas ferramentas são baseadas em workflows hard-codeds, isto é, fluxos de trabalhos embutidos no software programaticamente. Por exemplo, o SugarCRM tem o fluxo de manuseio do cliente programado em sua estrutura (hard-coded), e qualquer mudança requer compreensão do código-fonte dele. O mesmo vale para a maioria dos ERPs.

BPMN, em tese, permite que fluxos sejam desenhados em alto nível e deixa a um software especial, chamado motor de fluxo de trabalho (workflow engine), a responsabilidade em executar o fluxo.

O Bonita Studio é a peça da suite BOS na qual desenhamos os fluxos.

Fluxo do Zero

Abra o Studio clicando no ícone do BOS instalado:

Abrindo o BOS 5.9

Depois que o Studio abrir, clique no ícone de New, na barra de ferramentas. Um novo processo “em branco” vai ser criado:

Clique em New para criar um processo “em branco.”

Vamos dar um nome ao processo: clique em qualquer área branca, para limpar a seleção da piscina (pool) – como a área marcada em vermelho. Depois clique o botão Edit, marcado em verde na figura abaixo, e entre um nome (como Inspeção Veicular Anual.) E não se esqueça de salvar, clicando no ícone do diskete (diskete? alguém ainda lembra disso?)

Altere o nome do processo: desmarque a piscina e clique em Edit. Ao final, salve.

Desenhando o Processo

O livro

Real-Life BPMN

diz que os processos devem ser desenhados pensando-se sempre no cliente, e que cada cliente tem um nível de detalhamento. O primeiro cliente é o dono do processo, e para ele basta – no início – o fluxo geral e sem tratamento de erros.

Para desenhar um processo usando o BOS pouse o mouse sobre a tarefa e espere aparecer os ícones de ação:

Tarefa selecionada mostra os ícones de ação.

Depois arraste o ícone desejado: o Studio automaticamente vai te perguntar o tipo de evento, gateway etc., criar o objeto e estabelecer a ligação com a origem.

Vamos ajustar o processo:

  1. O dono do carro paga a taxa da inspeção.
  2. O dono do carro seleciona um posto de inspeção e agenda-a.
  3. O dono do carro leva o carro até o posto de inspeção na data marcada.
  4. O inspetor examina o carro.
  5. O carro foi aprovado?
  6. Não: emitir laudo, com as prováveis causas. O dono deve reagendar nova inspeção em no máximo 30 dias.
  7. Sim: emitir o selo para ser colado no para-brisa do veículo.
  8. Fim

Rascunhando esse processo no Studio teremos:

Rascunho 1.0

Cada tarefa foi nomeada similarmente ao item do processo, e a piscina foi chamada de Inspeção.

É isso! (O quê, achou que ia rodar tudo hoje?? Eu também estou aprendendo!)

No próximo post eu vou examinar o objetivo desejado e entender como esse diagrama vai virar uma vantagem de negócio para a Prefeitura ou para a Controlar.

Originally posted here – 

Desenhar o Processo IVA

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